sexta-feira, 11 de julho de 2014

O cordel que vem das Lagoas...

Há 42 anos, desde quando aportou nas terras das Lagoas, o cordelista Jorge Calheiros se apaixonou pela arte. “Aproveito as oportunidades que tenho para me apresentar porque é muito gratificante” e, apesar do apoio para essa atividade ainda não ser o que considera ideal, sintetiza: “faço o que gosto”, afirma o cordelista.
Jorge Calheiros também estará na telona da I Mostra, produzida pela também aluna do curso Pronatec de Assistente de Produção e promotora do I Festival de Produção Cultural de Alagoas, Bárbara Moraes. 


“Após analisar questões de aparato técnico e simplicidade na logística e acreditando que o cordel é uma arte intrinsecamente alagoana”, o desenhista, Aurino Hipólito, também é um dos vinte produtores promovendo o I Festival de Produção Cultural, na Escola Técnica de Artes da UFAL.   

Bois de carnaval em Mini oficinas

 “Mergulhar na cultura popular poderá produzir aos alunos e professores a possibilidade de olhar com outros olhos, desenvolvendo uma leitura poética e estética da cultura popular”, afirma Fátima Maia. Ela e Célia Mendes são dois dos vinte produtores que promovem hoje a Mini Oficina de Boi de Carnaval, no I Festival de Produção Cultural nas próximas horas na Escola Técnica de Artes da UFAL.
“A oficina de Mini Bois de Carnaval faz parte de um projeto que visa colocar a turma em contato com mestres da cultura popular e mostrar que a arte abrange um território mais amplo. Será  uma oportunidade para exercitar questões relativas à cidadania e autonomia”, explica Fátima que já atua no cenário alagoano como escritora e compositora no segmento infantil, e em apresentações em escolas, feiras de livros, bienais do livro e outros espaços.

A representação do boi bumba faz parte da infância que foi herdada por várias gerações. A história do boi bumba conta a historia da escrava Catirina (ou Catarina), que por estar grávida, pede ao marido Chico (ou Pai Francisco) capataz de uma fazenda para que mate o boi mais bonito da fazenda porque quer comer a sua língua. Ele atende ao desejo da mulher, com medo que o filho nasça com cara de língua, e é preso pelo seu feitor, que tenta a todo custo ressuscitar o boi com a ajuda de curandeiros.  Na representação através da dança, o boi é morto, mas logo em seguida é ressuscitado por um puxão no rabo no qual volta a dançar fazendo a festa de todos.
 As apresentações do boi bumba são realizadas com algumas peculiaridades e com calendários diferentes por todas as regiões do país: Durante o período junino ( boi bumba, boi de mamão, ou boizinho). No período de natal (boi de reis). E no período de carnaval no nosso Estado. Em Alagoas com a denominação de boi de carnaval, o cortejo do boi leva alegria pelas ruas dos bairros com seus batuques e gingados no qual  o personagem principal - um boi feito com armações de madeira e tecido de chitas,  é  carregado por um brincante, que dança de forma desordenada.  O boi abaixa e levanta a cabeça, investindo sobre os outros personagens tentando dar-lhes chifradas percorrendo as ruas com suas apresentações que despertam sentimentos diversos nas pessoas de todas as idades.

Este release teve a colaboração de Célia Mendes, Fatima Maia, Benedita e Cheyrler, todas estão na turma de Assistente de Produção e, também promovem o I Festival de Produção Cultural Pronatec.

Alagoanidades...

Dentre as atrações do I Festival de Produção Cultural Pronatec estão as palestras que se realizarão nas salas da Escola Técnica de Artes: Alagoanidade e O Parkour. A primeira traz a temática da vida e obra de alguns alagoanos ilustres como Graciliano Ramos, Ladislau Neto, Lili Lages e alguns episódios inéditos que se envolveram estas personalidades. “Fatos curiosos de outras esferas da vida pública deles, talvez não comumente conhecidos”, ressalta Lailla Brito, estudante de economia da Universidade Federal de Alagoas, escolheu o tema por entender a questão de pertença da identidade alagoana saltada a partir das aulas de Memória e Identidade Cultural do Curso de Assistente de Produção do Pronatec. “O Mestre Graça, por exemplo, ele foi literário, um excelente prestador de contas em Palmeira dos Índios, ele não era somente um literário, sua atuação teve relevante papel na administração pública, quando foi prefeito em Palmeira dos Ìndios”, ressalta a universitária.
Desde 2010, Lailla percebeu essa necessidade de expor essas peculiaridades da história alagoana, como participante de vários encontros e congressos de Economia em território nacional nos estados de Goiás, Paraíba e Brasília.
A segunda conta com a produção da também bacharel em direito, Rosana de Souza, contando um pouco da atividade cultural de origem francesa em terras caetés, o Parkour. “Achei interessante trazer essa atividade, por ver nela uma questão simbólica cultural”, afirmou.

Rosana de Souza e Lailla Brito são as produtoras das palestras que se realizam logo mais no I Festival de Produção Cultural Pronatec, às 18 horas.